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Universidades
As declarações que se seguem foram feitas com baixo nível de lucidez. No seu conjunto mostram o real grau de sabedoria dos nossos estudantes universitários.

 

Esta passou-se na Universidade Lusíada, no final do anterior ano lectivo, na cadeira de Introdução ao Direito.
Iam-se realizar as provas de exame orais. Tal como muitas outras cadeiras, esta também tem os seus professores que são uma espécie de monstros sagrados. Daqueles que dão um sete, e são capazes de dizer que um sete já é uma nota muito boa ...
Uma pergunta típica das provas orais desta cadeira - a uma universitária - é: "À luz do Direito, qual é a diferença entre você e uma vaca?" A pergunta serve como provocação. Mas a resposta é elementar...
Pois lá apareceu uma daquelas alunas que vinha tentar fazer a cadeira pela terceira vez ... Um daqueles professores tipo "monstro-sagrado" começou por perguntar:
- À luz do Direito, qual é a diferença entre você e uma vaca?
A aluna hesitou um pouco, mas depois respondeu à vontade:
- Apalpe-me as mamas!
O professor ficou perplexo:
- Como???? - Apalpe-me as mamas! - repetiu a aluna tranquilamente.
- Você tem a noção do que está a dizer?! - retorquiu o professor.
- Claro. Quando me estão a foder... gosto que me apalpem as mamas!

Numa aula de Biologia, na Universidade de Melbourne na Austrália, o professor estava a discutir sobre o alto teor de glucose que se pode encontrar no sémen.
Uma jovem estudante de Veterinária do primeiro ano, levantou a mão e perguntou:
- Se eu bem percebo, está a dizer que existe montes de glucose no sémen dos machos?
- É isso mesmo - Disse o Professor, complementando com alguma informação estatística.
Levantando novamente a mão, a estudante perguntou:
- Então, porque é que não sabe a doce?
Após um segundo de profundo silêncio, a turma inteira desatou a rir à gargalhada, enquanto a cara da pobre rapariga ficava vermelha, ao se aperceber do que tinha inadvertidamente dito.
A resposta do Professor foi clássica. Com uma expressão totalmente imperturbável, respondeu-lhe:
- Não lhe sabe a doce, porque as papilas gustativas que avaliam a doçura, estão alojadas na ponta da língua e não no fundo da garganta!

Curso de Segurança Social, uma universidade privada lisboeta.
- Diga-me lá porque é que a taxa de natalidade é menor nos países desenvolvidos.
- Porque se trabalha mais do que nos países subdesenvolvidos.
- Ai sim?
- E tem-se menos tempo.
- Menos tempo para quê?
- (o aluno, hesitante e já embaraçado) Menos tempo para fazer amor.

Curso de Economia Oral numa universidade privada lisboeta.
- Qual é o mais importante produto vegetal do continente africano?
- O marfim.

Outra oral, na mesma universidade.
Uma senhora de sotaque afectado e curvas longilíneas responde.
- Dê-me um exemplo do papel das multinacionais na política externa dos países desenvolvidos.
- Os Estados Unidos da América e a República das Bananas.
- (O examinador, engasgando-se) Como?
- Os Estados Unidos e a República das Bananas.
- Pode dizer-me onde fica a República das Bananas?
- Na América do Sul.
- Muito bem. Já agora, como se chamam os habitantes dessa república?
- Os bananos.
- (O examinador, cada vez mais estupefacto) Porquê?
- (A aluna, por momentos hesitante, mas sempre sincera) Deve ser porque são tão parvos, tão parvos, que até deixam as multinacionais instalarem-se lá.

Mais tarde, na mesma sessão de orais, desta vez com um aluno, bastante nervoso.
- Como se chama o grupo dos países mais industrializados do mundo?
- Jet-Set.

Faculdade de Direito de Lisboa.
É procedimento habitual nas faculdades de Direito o professor terminar a exposição de casos práticos nas provas orais com a expressão "quid juris?" ("o que é de direito?").
Em anos consecutivos de prestação de provas orais com o mesmo professor, uma aluna respondia ao "quid juris" do examinador com um misterioso "obrigado".
Ao 3º ano do curso, questionada, pelo cada vez mais estupefacto examinador, a aluna respondeu que julgava que a expressão em latim significava um amistoso "boa sorte".

Prova oral do 1º ano de Direito Constitucional, Faculdade de Direito de Lisboa.
- Quais são os órgãos de soberania, segundo a nossa Constituição de 1986?
- São o Presidente da República, o Governo, os Tribunais...aaaaah...aaaaaah...
- Então a senhora não lê o Diário da República?
- Exactamente, senhor professor, o Diário da República é o órgão que faltava!

Universidade privada da capital. Cadeira de Direito Constitucional.
A pergunta é: "porque é que o nosso Estado é um Estado de direito, um Estado democrático?".
O professor espera, como é suposto, que o aluno utilize referências bibliográficas, recorrendo a constitucionalistas com livros publicados.
O aluno esboça um sorriso, satisfeito com o toque contemporâneo da sua resposta:
- Bem, como dizia o engenheiro António Guterres na campanha eleitoral... A campanha de passagem de ano termina por ali.

Exame numa universidade privada de Lisboa, 1990. - Dê-me um exemplo de um mito religioso.
- Um mito religioso? Sancho Pança.
Estupefacto, o professor pede ao aluno para este escrever o que acabou de dizer.
O aluno escreve no papel: "S. Xupansa".

Um instituto superior da capital. 1º ano de Relações Internacionais. A cadeira é Ciência Política.
O professor é um distinto deputado à Assembleia a República.
A aluna, com rara convicção, explica ao examinador tudo o que se passou no 25 de Abril de 1974:
- A revolução de 74 significou a queda de um regime militar dominado pelo almirante Américo Tomás e pelo marechal Marcelo Caetano, que governava o país depois de deposto o último rei de Portugal, Oliveira Salazar. O 25 de Abril foi uma guerra entre dois marechais: o marechal Spínola e o marechal Caetano". Obviamente, chumbou.

Outra versão, ainda mais criativa, de uma outra universidade privada de Lisboa. É ainda uma senhora a responder, longos cabelos loiros, 3º ano de Relações Internacionais.
- Descreva-me brevemente o que foi o 25 de Abril de 1974.
- Foi um golpe levado a cabo pelos militares, liderados por Salazar, contra Marcelino (sic) Caetano. - (o professor, já disposto a divertir-se) E como enquadra o processo de descolonização nesse contexto?
- Bem, a guerra em África acabou quando Sá Carneiro, que entretanto subiu ao poder, assinou a paz com os líderes negros moderados. Foi por causa disso que ele e esses líderes morreram todos em Camarate.
- Já agora, pode dizer-me quem era o presidente da República Portuguesa antes de 1974?
- Samora Machel. Conta quem assistiu à oral que o professor quase agrediu a aluna.

Direito Constitucional Um último ponto de vista sobre a revolução dos cravos, prova oral da cadeira de Direito Constitucional, uma universidade privada da capital:
- O que aconteceu no 25 de Abril foi o início do regime autoritário salazarista. Mas quem subiu ao poder foi o presidente do então PSD, Álvaro Cunhal, que viria a falecer em circunstâncias misteriosas no acidente de Camarate.

Outra oral.
- Quais são as batalhas mais importantes da história portuguesa?
- Antes de mais, senhor doutor, a batalha de Alves Barrota. O exame terminou aqui.

Uma universidade privada em Lisboa, 1997.
A correcção manda que se diga que "as leis são emanadas pela Assembleia da República". Discorrendo sobre o processo legislativo, um aluno responde que "as leis vêm em manadas da Assembleia da República".